Amazon Leo deu um passo decisivo para iniciar seu serviço global de internet satelital, após completar o lançamento dos 396 satélites mínimos necessários em órbita baixa terrestre. A companhia de Jeff Bezos já conta com a infraestrutura operacional para oferecer conexão contínua este mesmo ano, embora seu alcance inicial seja limitado a um grupo reduzido de usuários nos Estados Unidos.
Amazon Leo: Lançamento inicial com 396 satélites
O vice-presidente de produto e negócios de Amazon Leo, Chris Weber, confirmou na rede social X que a empresa lançou 29 satélites adicionais durante sua missão número 14. Essa cifra representa um avanço crucial para a companhia, que agora pode oferecer por primeira vez serviço contínuo nas latitudes iniciais. O lançamento de Amazon Leo marca o início de sua operação comercial, embora ainda reste trabalho para elevar os satélites a suas posições definitivas.
Quando operará oficialmente Amazon Leo
Embora o projeto de Amazon Leo ainda esteja muito longe de igualar a Starlink em alcance e magnitude, a companhia já se posiciona como um novo ator global no mercado competitivo da conectividade por satélite. O serviço de Amazon Leo se prevê que comece com apenas dois contratos de aerolíneas: JetBlue Airways, que espera implementar o serviço em 2027, e Delta Air Lines, que o fará em 2028. Para alcançar uma cobertura ampla nos Estados Unidos, Amazon Leo precisará de vários anos e o lançamento de milhares de satélites adicionais.
Amazon Leo vs Starlink: A competição feroz
A distância com Starlink ainda é considerável. A rede de satélites de Elon Musk já supera os 10.000 satélites em órbita e oferece internet em mais de 150 países, além de prestar serviço a mais de 200 aerolíneas internacionais. Em contraste, Amazon Leo está previsto que comece com uma cobertura muito limitada. A estratégia de Amazon Leo inclui internet direta ao dispositivo, reforçada pela compra de Globalstar para cobertura em 120 países.
O mercado de internet satelital crescerá exponencialmente
O negócio do internet satelital promete se tornar uma das grandes tendências tecnológicas da próxima década. Grand View Research estima que o setor crescerá anualmente um 15% até 2033, passando de 13.300 milhões de dólares em 2026 para 35.700 milhões em 2033. A aparição de novas redes como Amazon Leo representa uma ameaça direta para os provedores tradicionais de internet fixa, como Xfinity, Verizon Home Internet e T-Mobile 5G Home Internet.
Amazon Leo: Tecnologia e estratégia de lançamento
O último lançamento de Amazon Leo foi realizado com o foguete Atlas V, encerrando uma série de oito missões bem-sucedidas. A partir de agora, a companhia utilizará o foguete Vulcan, capaz de transportar mais satélites e acelerar o ritmo de lançamento. Melissa Wuerl, diretora de sistemas de lançamento, confirmou que Amazon tem “centenas de satélites prontos para voar” em Cabo Cañaveral, Flórida, e programou cerca de 100 missões a um custo total estimado de 82.000 milhões de dólares.
Tanto Amazon Leo como Starlink operam seus satélites a uma altitude de entre 560 e 800 quilômetros sobre a superfície terrestre, na denominada órbita baixa (LEO). Essa localização permite oferecer maior velocidade de conexão e reduzir os custos de lançamento e instalação. Amazon busca se posicionar também no segmento de internet direta ao dispositivo, onde os usuários poderão conectar seus telefones móveis diretamente a um satélite sem necessidade de infraestrutura terrestre.
O objetivo para 2035 de Amazon Leo é alcançar 7.727 satélites em órbita. Para fortalecer essa estratégia, a empresa adquiriu em abril Globalstar por 11.600 milhões de dólares, uma empresa com cobertura em mais de 120 países graças a sua própria rede de satélites em órbita baixa.
A chegada de Amazon Leo ao mercado de internet satelital promete mudar a economia do setor, com uma competitividade mais agressiva que beneficiará aos consumidores. O serviço de Amazon Leo, que inicialmente será limitado a certos usuários nos Estados Unidos, ainda não revelou seus preços nem o alcance exato da cobertura. Leo prevê ampliar progressivamente sua capacidade à medida que continue com novos lançamentos.
