Pular para o conteúdo

Telefónica reduz sua dívida para 26.000 milhões.

· 2 min de lectura

Madrid.- A Telefónica prevê reduzir sua dívida financeira líquida para 26.000 milhões de euros após concluir a reorganização de seus ativos na América Latina. Esse ajuste será alcançado com a venda de suas filiais no Equador, Uruguai e Colômbia, bem como com a compra de 50 % da sociedade de fibra FiBrasil.

Reestruturação de ativos na região de Telefónica

A empresa, que em 30 de junho registrou uma dívida de 27.600 milhões de euros, reduzirá em 5,8 % seu nível atual assim que as transações pendentes de aprovação forem concluídas. Essas operações incluem as vendas da Telefónica Colômbia (368 milhões), Uruguai (389 milhões) e Equador (330 milhões), juntamente com a aquisição de 50 % da FiBrasil por 130 milhões de euros, operação acordada com o fundo canadense La Caisse.

Plano de desinvestimento e liquidez garantida
A Telefónica iniciou seu processo de desinvestimento na Hispanoamérica em 2019 para concentrar recursos em seus principais mercados: Espanha, Alemanha, Reino Unido e Brasil. Graças a essa estratégia, a dívida da empresa foi reduzida de 35.228 milhões registrados em 2020 para níveis próximos a 26.000 milhões, com liquidez suficiente para cobrir os vencimentos da dívida nos próximos três anos.

Estratégia de consolidação regional
O presidente da Telefónica, Marc Murtra, destacou que essas transações, avaliadas em 3.000 milhões de euros, fortalecem a capacidade de investimento nos mercados prioritários. Murtra sublinhou que o objetivo é construir uma organização mais ágil e competitiva, sem comprometer o nível da dívida líquida.

Vendas anteriores e novos objetivos
Nos últimos meses, a empresa também concluiu as vendas de suas filiais na Argentina e no Peru, já finalizadas. Com as operações pendentes de autorização no Equador, Uruguai e Colômbia, a companhia busca consolidar sua presença em mercados estratégicos e otimizar sua estrutura operacional.

O novo roteiro da Telefónica será apresentado no final do ano e se concentrará na consolidação e eficiência operacional, mantendo o foco na redução do alavancamento e na melhoria da competitividade.