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Maradona recusou assistência médica antes do falecimento, segundo perito

· 2 min de lectura
Maradona rechazó ayuda médica antes del fallecimiento, según perito
Imagen ilustrativa generada con inteligencia artificial.

O perito José Antonio Maya, médico clínico e perito do neurocirurgião Leopoldo Luque, declarou no tribunal de Buenos Aires que Diego Armando Maradona, falecido em 25 de novembro de 2020, optou por não receber a atenção que lhe era oferecida nos últimos dias de sua vida. O astro argentino recusou a visita do seu médico de cabecera, o neurocirurgião Luque, do clínico Pedro Di Spagna e do nutricionista Luciano Spena, o que, segundo Maya, gerou uma falta de intervenção que pode ter alterado o curso de sua doença.

Declaração do perito médico

Maya explicou que os sinais de alerta que apresentava Maradona requeriam uma avaliação imediata. “As coisas que poderiam ter sido detectadas exigiam, no mínimo, que o médico pudesse vê-lo”, indicou enquanto se referia ao princípio de autonomia do paciente, o direito de decidir sobre os tratamentos que recebe.

Entre os sintomas se encontrava um edema que, de acordo com o perito, deveria ser avaliado para determinar se se necessitava de uma intervenção adicional ou mesmo uma nova internação. Maya afirmou que Maradona não era considerado um paciente com uma doença cardíaca de alto risco nesse momento, pois estudos prévios não confirmavam uma miocardiopatia dilatada.

Conclusão da junta médica interdisciplinária

A junta médica criada em 2021 concluiu que a atuação do equipe que atendia ao ex-jogador foi “inadequada, deficiente e temerária”, pois não atendeu às sinalizações de alarme que apresentava o paciente. Maya assinou esse informe com observações próprias.

Processo judicial em curso

O julgamento segue em curso e julga a vários profissionais que faziam parte da equipe de Maradona. Entre os acusados estão o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, a coordenadora de cuidados domiciliários Nancy Forlini, o psicólogo Carlos Díaz, o coordenador de enfermeiros Mariano Perroni, o enfermeiro Ricardo Almirón e o médico Pedro Di Spagna. Eles são acusados de homicídio simples com dolo eventual, enquanto se investigam as circunstâncias que rodearam a morte do ex-líder do futebol mundial.

Créditos da fonte: deultimominuto.com

Publicado en: https://orgullodominicano.org/pt-br/maradona-recusou-assistencia-medica-antes-do-falecimento-segundo-perito/