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IA na educação dominicana: é a chave para reduzir desigualdades?

· 3 min de lectura
IA en la educación dominicana: ¿es la clave para reducir desigualdades?
Imagen ilustrativa generada con inteligencia artificial.

O empresário dominicano Chris Corcino, presidente da Intellisys e cofundador do Instituto Cincinatus, apresentou sua palestra “Muleta ou escada: a IA nas salas de aula do mundo em desenvolvimento” no evento TEDx Cumbayá, realizado em Quito, Equador, na última quinta-feira. Em sua exposição, Corcino abordou a pergunta de se a inteligência artificial (IA) pode fechar a brecha educativa ou ampliá-la, e propôs que a diferença reside na metodologia de aplicação.

A “muleta” e a “escada” da IA

O empresário definiu o conceito de “piso cognitivo” como o conjunto de habilidades básicas—leitura, raciocínio e conhecimento—que permite aos estudantes questionar e verificar a informação entregue pela IA. “Sem piso, a IA é uma muleta que atrofia; com guia, é a escada que nos iguala”, afirmou Corcino.

Impacto no país e no mundo

Segundo o apresentador, sete de cada dez crianças em países em desenvolvimento se encontram abaixo do limiar de aprendizado, cifra que cresce para nove de cada dez na República Dominicana. A falta de recursos, acesso a material educativo e oportunidades de aprendizado em casa, segundo Corcino, contribuem para que a maioria dos estudantes dependa da IA para resolver tarefas sem desenvolver as competências necessárias para avaliá-las.

A IA como ferramenta de amplificação

Corcino explicou que a tecnologia pode potenciar as capacidades de um estudante quando já possui esse “piso cognitivo”, mas pode atuar em sentido contrário quando o aluno não conta com os conhecimentos essenciais. “Por cima do piso, a IA te amplifica; por baixo do piso, a IA pensa por ti”, sintetizou.

Experiência prática com tutores socráticos

O empresário citou um estudo de estudantes do ensino médio onde o acesso livre à IA geradora permitiu resolver inicialmente um 48% mais de problemas, mas o desempenho caiu em um 17% quando a ferramenta foi retirada. Em contraste, quando a IA foi configurada como tutor socrático que apresentava perguntas em vez de entregar respostas, o aprendizado aumentou em um 127% e se manteve após a retirada da ferramenta.

A experiência de Corcino

Para ilustrar a brecha de oportunidades, Corcino compartilhou sua própria trajetória: cresceu em um ambiente rural dominicano, usou uma computadora pela primeira vez aos 19 anos e depois emigrou para Nova York. Argumentou que a excelência se torna requisito de entrada para jovens de famílias pobres, enquanto aqueles que provêm de setores com maiores rendimentos desfrutam de um ambiente que oferece mais oportunidades mesmo para estudantes médios.

A palestra foi recebida com interesse pela comunidade internacional, que busca soluções práticas para usar a IA como ferramenta de equidade educativa. O apresentador concluiu que, para que a IA seja um instrumento de mobilidade social, deve ser integrada na educação de maneira que fomente o pensamento crítico e a autonomia, e não apenas substitua o esforço humano.

Créditos da fonte: robertocavada.com

Publicado en: https://orgullodominicano.org/pt-br/ia-na-educacao-dominicana-e-a-chave-para-reduzir-desigualdades/