A falta de exercício agravada pelo calor maior derivado das mudanças climáticas poderia gerar mais de 500.000 mortes prematuras por ano em 2050 em nível mundial. Esta previsão surge de um estudo baseado em modelos climáticos que analisa como as temperaturas extremas desencorajam a atividade física, aumentando os riscos cardiovasculares e outras doenças.
Impacto global da falta de exercício
Investigações do British Journal of Sports Medicine projetam que o calor maior reduzirá a prática esportiva em 20% nas regiões tropicais e subtropicais. Em 2019, a inatividade física já causava 8 milhões de mortes anuais; para 2050, a falta de exercício por esse fator somaria 500.000 casos extras, com perdas econômicas de 2.400 milhões de dólares em produtividade perdida.
Causas e consequências do calor maior na saúde
Regiões mais vulneráveis
Países de baixa e média renda, como no Caribe e na África, enfrentarão o maior impacto. Na República Dominicana, onde as ondas de calor já superam os 35°C com frequência, a falta de exercício se acentua. Especialistas da OMS alertam que o sedentarismo devido ao calor maior eleva em 30% o risco de diabetes tipo 2 e obesidade.
- Diminuição do tempo ativo: até 2 horas a menos por dia em dias quentes.
- Aumento de doenças crônicas: hipertensão e problemas cardíacos.
- Perdas econômicas: equivalentes a 23 dólares por pessoa ao ano em média global.
Opiniões de especialistas
«O calor maior não só limita o exercício ao ar livre, como também agrava a vulnerabilidade de populações marginalizadas», afirma o pesquisador principal do estudo, que enfatiza a necessidade de políticas adaptativas.
Historicamente, eventos como a onda de calor europeia de 2003 causaram 70.000 mortes, muitas ligadas à inatividade. Hoje, com o aquecimento acelerado —1,1°C desde a era pré-industrial—, a falta de exercício surge como um assassino silencioso. No Caribe, dados locais mostram um aumento de 15% na obesidade desde 2010, correlacionado com verões mais intensos.
Para contrabalançar, recomendam-se academias climatizadas e campanhas de exercício indoor. A falta de exercício por calor maior exige ação urgente: adaptar cidades com mais sombra e horários frescos para atividade física. Na República Dominicana, autoridades sanitárias monitoram esses riscos, mas a prevenção global é fundamental para evitar essas 500.000 mortes anuais.
