O diretor executivo do Instituto Nacional de Bem‑Estar Estudantil (INABIE), Adolfo Pérez de León, esclareceu que, para competir nos processos de contratação do almoço escolar, os ofertantes não precisam cumprir requisitos de experiência ou antiguidade. A explicação foi dada em meio à controvérsia que envolve a licitação do fornecimento de almoços em San Pedro de Macorís, onde foram adjudicados contratos por mais de RD$1 900 milhões para os anos letivos 2026‑2027 e 2027‑2028.
Processo de licitação e valor dos contratos
A licitação, iniciada em 24 de novembro de 2025, culminou com a adjudicação em 7 de agosto de 2026. Segundo as informações divulgadas pelos denunciantes, 51 empresas foram adjudicadas na região, entre as quais 15 foram desclassificadas inicialmente e depois receberam contratos que somam mais de RD$445 milhões.
Questionamentos sobre documentação falsa e desclassificação
Um dos casos apontados é o de Manuel Emilio Mejía Molina, adjudicado com RD$31 361 168. Os denunciantes sustentam que um relatório de avaliação do INABIE detectou documentação falsa em sua solicitação, o que, segundo o edital, o desclassificaria e o inabilitaria. Outro caso questionado é o de Leidi Massiel Cabrera Heredia, que recebeu um contrato por RD$38 128 306, embora se afirme que o estabelecimento não cumpria as condições exigidas durante uma inspeção e que só depois foi acondicionado.
Reações de fornecedores com experiência
Entre os fornecedores que alegam irregularidades, encontram‑se Rafael Emilio Tejeda e Elena Rijo. Ambos têm mais de uma década de experiência no serviço de alimentação escolar. Tejeda possui 12 anos de operação e obteve 89 pontos na proposta; Rijo, com 22 anos, alcançou 89,25 pontos. Nenhum dos dois foi selecionado, o que gerou protestos sobre a falta de critérios de qualidade.
Suspensão de contratos e revisão de inspeções
O INABIE anunciou em 11 de setembro a suspensão dos contratos de 14 fornecedores após detectar irregularidades técnicas durante novas inspeções realizadas após as adjudicações. Essas ações refletem a preocupação em garantir a qualidade e a legalidade dos serviços alimentares escolares.
Créditos da fonte: n.com.do
