O deputado do Partido da Liberação Dominicana (PLD), Charlie Mariotti, denunciou que as empresas distribuidoras de eletricidade cobram montantes excessivos aos usuários para compensar suas perdas. Segundo as cifras de reclamações que apresentou ante a Câmara de Deputados, cinco de cada dez faturas emitidas pela EDENORTE continham erros de faturamento.
Durante sua intervenção no hemiciclo, o legislador questionou os argumentos que atribuem o aumento das faturas ao calor e ao maior consumo de eletricidade, ao assinalar que a tarifa não aumentou, mas sim os montantes que pagam os usuários. “Não aumentou a tarifa. Estão inflando as faturas”, expressou Mariotti, quem sustentou que as cifras oficiais da Oficina de Proteção ao Consumidor de Eletricidade (PROTECOM) respaldam seus questionamentos.
Reclamações por cobros excessivos
O congressista afirmou que as reclamações por cobros que os usuários consideram excessivos passaram de aproximadamente 3.600 em abril a 15.500 em setembro de 2026. “Isso não é um erro. Isso é um sistema. Isso parece uma decisão”, manifestou, ao questionar a frequência das reclamações e a resposta das distribuidoras ante as queixas de seus clientes.
Erros em faturas de EDENORTE
Mariotti afirma que a metade das faturas de EDENORTE apresenta erros. Segundo explicou, durante o trimestre analisado, a metade dos reclamos apresentados contra essa empresa foram considerados procedentes. A partir desse resultado, Mariotti sustentou que uma proporção importante dos usuários que acodem a reclamar recebe uma resposta favorável de PROTECOM.
“E isso o que quer dizer é que em Ede Norte, de maneira específica, de cada dez faturas que eles emitem, cinco as estão emitindo com erros, segundo os dados próprios”, declarou. O legislador advertiu que os casos conhecidos por PROTECOM não necessariamente representam a totalidade dos usuários afetados, devido a que alguns consumidores poderiam não apresentar reclamações ante as distribuidoras ou não continuar o processo ante o órgão regulador.
Audiências e interpelações
Mariotti também assegurou que, durante um período de seis meses, o Estado deu a razão aos cidadãos em 20.000 ocasiões em processos relacionados com reclamações elétricas. “Isso é mais de 100 vezes diárias que o PROTECOM admitiu que a distribuidora lhe estava cobrando de mais a gente”, afirmou.
O deputado pediu auditorias e interpelações ao setor elétrico. “É uma injustiça e um abuso seguir dando dinheiro às empresas distribuidoras sem que comprovem em que o estão investindo, em que o estão gastando”, expressou.
Créditos da fonte: n.com.do
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