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Cinco Países Cumbre Américas: Ausências Históricas 2025

· 3 min de lectura
Cinco países Cumbre Américas

Cinco países fora da Cumbre das Américas: contexto e decisões

A próxima Cumbre das Américas na República Dominicana enfrenta um cenário inusitado: cinco países confirmaram que não participarão, mas por motivos distintos. Cuba, Nicarágua e Venezuela foram excluídos oficialmente pelo país anfitrião, enquanto México e Colômbia decidiram não ir por vontade própria. Este fato marca um precedente na história recente da Cumbre das Américas, tradicional espaço de diálogo e acordos hemisféricos.

Exclusão diplomática: Cuba, Nicarágua e Venezuela

A decisão da República Dominicana de excluir Cuba, Nicarágua e Venezuela responde, segundo fontes governamentais, à falta de democracia e ao incumprimento de liberdades públicas e direitos humanos em esses países. Esta medida lembra a exclusão de Venezuela na Cumbre de 2022, embora amplie o veto a três nações. Até agora, Cuba e Nicarágua não emitiram uma reação pública, mas Venezuela, através de seu ministro do Interior Diosdado Cabello, rejeitou a decisão e criticou o presidente dominicano Luis Abinader.

Especialistas em política internacional consultados por orgullodominicano.org apontam que essas exclusões refletem uma postura de endurecimento diplomático em relação a regimes considerados não democráticos. O Governo dominicano sustentou que a Cumbre das Américas deve promover diálogos entre países com sistemas políticos plurais e respeitosos das liberdades.

Ausências por decisão própria: México e Colômbia

O cenário se complica com a ausência de México e Colômbia, países que tradicionalmente têm um papel protagônico na região. A presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, anunciou que não irá, deixando entrever seu desacordo com a exclusão dos três países: “Em pessoa, nunca estamos de acordo com que se exclua algum país… na circunstância atual, não”. Sheinbaum deixou aberta a possibilidade de enviar um representante de Chancelaria, embora restasse importância ao evento.

Gustavo Petro, presidente de Colômbia, foi mais direto: “Não irei à Cumbre das Américas na República Dominicana. O diálogo não começa com exclusões”. Ambas as posturas geraram reações na opinião pública regional, onde a Cumbre das Américas tende a buscar consensos e acordos supraideológicos.

Repercussões e contexto regional

A ausência de cinco países na Cumbre das Américas põe em evidência a fragmentação política e diplomática na América Latina. Esta edição, que se celebrará em Santo Domingo, incluirá temas cruciais como a migração, a segurança e a integração econômica, mas será a primeira vez que a região não contará com a presença plena de seus principais atores. Além disso, se aguarda a confirmação de assistência do ex-presidente estadunidense Donald Trump, cuja participação poderia marcar outra variável relevante.

A Cumbre das Américas foi historicamente um fórum para a resolução de controvérsias e o impulso de acordos multilaterais. No entanto, a exclusão de Cuba, Nicarágua e Venezuela, somada à decisão de México e Colômbia de não ir, planteia questões sobre a viabilidade de consensos hemisféricos em um ambiente de crescente polarização. O processo de exclusão, a diplomacia de protesto e a ausência de pesos pesados regionais marcam a agenda da Cumbre das Américas 2025.

Em um cenário regional de tensões e divergências, a Cumbre das Américas na República Dominicana será analisada como um termômetro do compromisso real com o multilateralismo e a construção de pontes entre os países do continente.

Publicado en: https://orgullodominicano.org/pt-br/cinco-paises-cumbre-americas-ausencias-historicas-2025/