O senador Antonio Taveras Guzmán, da província de Santo Domingo, manifestou sua rejeição às mortes de civis que a Polícia Nacional atribui a «trocas de tiros» durante um comunicado de imprensa de seu gabinete na quarta‑feira. O legislador insistiu que a força letal só deve ser usada quando houver uma ameaça iminente e que o Estado de direito impõe limites à atuação policial.
Dados alarmantes sobre a mortalidade
Taveras citou que, segundo boletins de segurança cidadã, em 2025 foram registradas 215 mortes classificadas como intervenção legal por agentes da Polícia, o que equivale a quase 16 % dos 1 371 homicídios contabilizados naquele ano. No primeiro semestre de 2026 o número aumentou para 144 mortes, representando 23 % dos 625 homicídios registrados.
Caso emblemático
O senador lembrou o incidente de 30 de março de 2021, quando Joel Eusebio Díaz Ferrer e Elisa Muñoz Marte, esposos evangélicos que retornavam de uma atividade religiosa, foram abatidos por agentes policiais em Villa Altagracia. Esse caso ilustra a gravidade dos fatos que, segundo Taveras, devem ser investigados com a máxima rigorosidade.
Proposta de ação legislativa
Para abordar a situação, Taveras propôs a aprovação de uma resolução que obrigue o Senado a enviar convites à ministra do Interior e Polícia, Faride Raful, e ao diretor da Polícia Nacional, Ernesto Rodríguez García. O objetivo é que ambos os funcionários expliquem os procedimentos de verificação das versões dos agentes, as investigações realizadas pela Direção de Assuntos Internos e os resultados obtidos.
Importância do debate
A crítica do senador chega num momento em que a sociedade dominicana exige maior respeito aos direitos humanos e à legalidade na atuação policial. A transparência nos processos de intervenção e a prestação de contas são fundamentais para restaurar a confiança entre a cidadania e as instituições de segurança.
Créditos da fonte: n.com.do
Nota elaborada de forma automatizada a partir das fontes citadas no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected] e corrigiremos.
