O Escritório Judicial de Serviços de Atendimento Permanente do Distrito Nacional ordenou que Wirme Manuel Geraldo permaneça em prisão preventiva por três meses após ser acusado pelo Ministério Público de matar sua parceira, Yanely Yohanna Soto, em San Carlos. O incidente ocorreu na noite de 6 de setembro quando o réu entrou em uma banca de loteria onde a vítima trabalhava e a agrediu com um objeto contundente antes de fugir. Soto ficou gravemente ferida e foi encontrada no dia seguinte por uma colega de trabalho, que alertou o Sistema Nacional de Atendimento a Emergências e Segurança 9‑1‑1. Foi levada ao hospital e ficou vários dias na unidade de cuidados intensivos, onde faleceu em 12 de setembro como consequência das lesões.
Determinação da medida de coerção
O réu foi preso em 13 de setembro mediante uma ordem judicial. O Ministério Público, através da Procuradoria do Distrito Nacional, sustenta que possui elementos de prova que o vinculam ao fato e solicitou a prisão preventiva ao considerar que existe risco de fuga. O juiz Rigoberto Sena fixou para 17 de dezembro de 2026 a revisão obrigatória da medida de coerção, enquanto as autoridades continuam com o processo judicial. Geraldo deverá cumprir a medida no Centro de Correção e Reabilitação (CCR) Las Parras, em San Antonio de Guerra.
Contexto e consequências
A violência doméstica continua sendo um problema grave na República Dominicana, com números alarmantes que evidenciam a necessidade de medidas mais eficazes para proteger as vítimas e prevenir futuros delitos. O caso de San Carlos destaca a importância da rápida atuação policial e judicial quando são apresentadas denúncias de agressão com morte.
Relevância para a sociedade dominicana
A decisão de impor prisão preventiva busca garantir a integridade da investigação, evitar possíveis manipulações do testemunho e assegurar a presença do réu durante o processo. Além disso, reflete o compromisso das instituições com a aplicação da justiça e a proteção dos direitos humanos.
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