Na Cidade do México, o juiz federal Ricardo Alfonso Santos Dorantes ordenou a detenção de Raúl Rocha Cantú, acionista principal da Miss Universo, e de mais cinco pessoas por suposta participação em uma organização dedicada à lavagem de dinheiro. A medida baseia‑se em uma investigação da Fiscalía General de la República (FGR) que indica que entre 2014 e 2025 foram movimentados quase 3 000 milhões de pesos mexicanos por meio de seis empresas. A operação teria concentrado depósitos, transferido fundos entre contas e movimentado recursos considerados de origem ilícita.
Detalhes dos apontados
A ordem inclui Mauricio Jesús Rocha Botello, filho de Raúl Rocha e presidente da Miss Universe México; Andrés Javier Vázquez Ruiz; Alberto Charlan Salazar; Heliodoro Vargas Durán e Luis Aquilino Vásquez. Eles são acusados de crimes de organização criminosa e de operações com recursos de origem ilícita. Segundo a FGR, Rocha e dois dos demais têm funções de liderança, enquanto os outros desempenharam tarefas de supervisão.
Repetição da perseguição judicial
Esta é a segunda ordem de apreensão que enfrenta Rocha Cantú. Em dezembro de 2025 ele foi procurado por outra investigação que vincula o empresário a suposta organização criminosa no tráfico de armas e hidrocarbonetos. Nesse caso ele obteve o benefício de testemunha colaboradora, mas a Fiscalía revogou essa situação e reativou as ações para conseguir sua captura.
Parada incerta do empresário
Em junho de 2026 circulou um vídeo em que Rocha Cantú aparece caminhando pelas ruas de Mônaco, exibindo um relógio de luxo. A gravação voltou a gerar atenção após a nova ordem judicial, embora não confirme sua localização atual. A medida judicial não constitui uma condenação, mas sim uma ação dentro de uma investigação penal.
Impacto no mundo do concurso
O caso gera pressão judicial sobre o empresário e seu entorno familiar, e levanta questões sobre a gestão financeira do concurso Miss Universo. As autoridades mexicanas continuam investigando o suposto movimento de milhares de milhões de pesos através de sociedades mercantis e contas bancárias.
Créditos da fonte: n.com.do
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