O Ministério de Saúde da República Dominicana impulsionou um ambicioso plano nacional para enfrentar os efeitos do mudança climática. Este instrumento, conhecido como PNASCC-RD 2025-2030, busca robustecer as defesas do país contra as ameaças que o aquecimento global representa para a saúde pública. Apresentado em Santo Domingo, o plano surgiu de uma colaboração interinstitucional que inclui especialistas em epidemiologia e meio ambiente.
Impactos identificados na saúde dominicana
Os efeitos do mudança climática já se sentem no país caribenho. Aumentam as doenças transmitidas por vetores como o dengue e o chikungunya, impulsionadas por temperaturas elevadas e chuvas intensas. Segundo dados da Organização Panamericana de Saúde, a República Dominicana registrou mais de 30.000 casos de dengue em 2024, um pico ligado a padrões climáticos alterados. Inundações recorrentes no sul e leste propagam infeções gastrointestinais, enquanto as ondas de calor extremo afetam grupos vulneráveis como crianças e idosos.
Estratégias-chave do plano nacional
O PNASCC-RD estabelece medidas concretas para mitigar esses riscos. Entre elas:
- Melhoria de sistemas de vigilância epidemiológica em tempo real.
- Capacitação de pessoal médico em manejo de emergências climáticas.
- Promocião de infraestruturas hospitalares resistentes a desastres.
- Campañas de educação para comunidades costeiras expostas.
O ministro de Saúde Pública, Daniel Rivera, destacou que este plano nacional para enfrentar os efeitos do mudança climática alinha o país com compromissos internacionais como o Acordo de Paris. Especialistas da Universidade Autônoma de Santo Domingo respaldam a iniciativa, assinalando que reduz a carga no sistema de saúde, que já enfrenta pressões pelo envelhecimento populacional.
Contexto histórico e projeções futuras
A República Dominicana avançou na adaptação climática desde o furacão Fiona em 2022, que deixou danos por milhões e afetou a saúde de dezenas de milhares. A ONU estima que, sem ações, os efeitos do mudança climática poderiam aumentar em um 20% as hospitalizações por doenças respiratórias para 2030. O PNASCC-RD integra dados satelitais e modelos predictivos para antecipar surtos, um passo adiante em relação a planos anteriores mais reativos.
Organizações como o Fundo Verde do Clima expressaram apoio técnico, embora persistam desafios como a financiamento e a coordenação interministerial. Este esforço posiciona a nação como referência na região.
Em última instância, o plano nacional para enfrentar os efeitos do mudança climática representa uma aposta estratégica pela saúde coletiva, com ênfase em prevenção e equidade territorial.
