A Federação Italiana de Futebol (FIGC) retirou seu apoio à candidatura de Gianni Infantino para sua reeleição como presidente da FIFA nas eleições de 2027. A entidade italiana busca se alinhar com a UEFA e seu presidente, Aleksander Čeferin, frente às recentes iniciativas de Infantino em matéria de governança e desenvolvimento do calendário e competições internacionais.
O presidente da FIGC, Giovanni Malagò, declarou que continuarão trabalhando junto à UEFA e as demais federações europeias para promover uma ideia de futebol baseada no mérito, na solidariedade, na sustentabilidade e na centralidade dos torcedores. Malagò também remarcou seu apoio a um modelo de diálogo, escuta e corresponsabilidade que permitiu ao futebol crescer, inovar e defender seus princípios fundamentais.
Fundamento da decisão
A decisão da FIGC chega após a polêmica sobre a figura de Gianni Infantino por seu plano de vender a investidores privados uma participação dos direitos do Mundial, que finalmente se viu obrigado a retirar. Itália se soma desse modo a outras federações como as de Inglaterra, Escócia, Dinamarca e Nova Zelândia, entre outras, que já retiraram seu apoio ao dirigente suíço.
Reações
A UEFA, a AFC e a CONCACAF pediram a demissão do presidente por o frustrado intento de incorporar investimento privado às competições da FIFA, entre elas a Copa do Mundo. Por sua parte, a CONMEBOL e a CAF -Confederação Africana-, anunciaram dias atrás seu apoio a Infantino, ao igual que um grupo de lendas jogadores como Cafù, Roberto Carlos, Zanetti, Pepe ou Felipe Melo, que apoiaram essa quarta-feira ao atual presidente da FIFA.
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