O produtor do programa El Show del Mediodía, Iván Ruiz, classificou de irresponsável a decisão das autoridades de permitir o desembarque de passageiros de navio com norovirus no dia 8 de maio em Porto Plata. Na sua opinião, expressa na segunda-feira, essa ação expôs a população local a um vírus altamente contagioso que provoca vômitos intensos e diarreia.
Detalhes do incidente no cruzeiro
O navio afetado chegou ao porto ambrosiano com vários passageiros relatando sintomas. Apesar dos protocolos sanitários internacionais, que recomendam isolamento em casos de surtos, as autoridades dominicanas optaram pelo desembarque total. Fontes do Ministério de Saúde Pública confirmaram pelo menos 20 casos iniciais, embora números não oficiais falem de mais afetados.
Riscos do norovirus e contexto histórico
O norovirus, conhecido como vírus invernal, se transmite por contato fecal-oral, superfícies contaminadas e aerosóis. Segundo a OMS, causa 685 milhões de casos anuais globais, com alta incidência em cruzeiros por hacinamento. Em República Dominicana, um surto similar em 2019 em La Romana afetou a 150 turistas, obrigando quarentenas estritas. Especialistas como o epidemiólogo Carlos Díaz advertem que o desembarque de passageiros de navio com norovirus sem provas em massa acelera a propagação comunitária.
- Sintomas: Náuseas, vômito e febre em 12-48 horas.
- Duração: 1-3 dias, mas contagioso até duas semanas.
- Prevenção: Lavar as mãos e desinfecção.
Reações oficiais e análise crítica
Posição do Ministério de Saúde
O Ministério de Saúde Pública minimizou o risco, afirmando que se ativaram a vigilância epidemiológica e as provas PCR no porto. No entanto, Iván Ruiz questiona a falta de comunicação prévia e medidas preventivas, lembrando que Porto Plata recebe 500 mil cruceristas por ano, um fluxo-chave para a economia.
É uma irresponsabilidade deixar desembarque de passageiros de navio com norovirus sem contenção adequada, disse Ruiz em seu programa.
Estatísticas do CDC indicam que 90% dos surtos em cruzeiros são por norovirus. Nesse caso, a decisão contrasta com as diretrizes da OMC, que exigem quarentena a bordo até descartar a transmissão.
O debate sobre o desembarque de passageiros de navio com norovirus em Porto Plata destaca tensões entre turismo e saúde pública na República Dominicana. Autoridades monitoram novos casos, enquanto residentes exigem maior transparência para evitar epidemias locais.
