República Dominicana emerge como uma das melhores decisões de investimento do hemisfério, segundo expôs o presidente Luis Abinader este miercoles em o 12.º Congresso Mundial de Zonas Francas em Panamá. Ante empresários e investidores globais, o mandatário detalhou as fortalezas que convertem o país em um polo atraente para o capital estrangeiro.
Em seu discurso central, intitulado “Zonas Francas da República Dominicana: motor de transformação produtiva e competitividade global”, Abinader enfatizou a estabilidade econômica, segurança jurídica e avanços em nearshoring. “A República Dominicana é hoje uma das melhores decisões de investimento no hemisfério“, afirmou, sublinhando como o país resiste a reconfiguração de cadeias de valor globais.
Impacto econômico das zonas francas
As zonas francas geram mais de 200 mil empregos diretos e representam sobre o 60% das exportações nacionais, com 850 empresas em parques distribuídos por todo o território. Setores-chave como dispositivos médicos, BPO e logística impulsionam essa dinâmica. Dados do Banco Central confirmam um recorde de investimento estrangeiro direto (IED) em 2025, superando os 5 milhões de dólares, somando 35 milhões em última década.
Récord de IED e projetos estratégicos
Abinader ressaltou a qualidade da IED, orientada a indústrias de alto valor como tecnologia e manufatura avançada. Mencionou apostas de gigantes como Google e NVIDIA, junto ao porto espacial em Pedernales, que posicionam a República Dominicana na indústria 4.0. O nearshoring, já consolidado, aproveita acordos comerciais para acessar 1.200 milhões de consumidores em EUA, Europa e Caribe.
Segurança jurídica e vantagens competitivas
A Lei 8-90 e reformas recentes garantem um marco estável. Abinader descreveu o país como um “sócio, não só um destino”, com talento humano qualificado, logística eficiente e coordenação público-privada. “Investir é simples, operar é eficiente e crescer é possível“, disse.
O modelo de zonas francas evoluiu para inovação, transferência tecnológica e sustentabilidade, passando de competir em custos a capacidades avançadas. Historicamente, desde os 90, as zonas francas multiplicaram exportações em um 400%, segundo o Conselho Nacional de Zonas Francas (CNZF).
- 200 mil empregos gerados.
- 60% de exportações totais.
- +35 milhões em IED acumulada.
Abinader convidou investidores a visitar o país, encerrando com que República Dominicana oferece não só crescimento, mas visão de futuro. Essa apresentação reforça seu atraente como uma das melhores decisões de investimento em um contexto global volátil.
